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      COMUNICADO DE IMPRENSA
Do PortugalGay.PT no Forum Social Português


O PortugalGay.PT orgulha-se de fazer parte do maior dos movimentos sociais apresentados  à sociedade portuguesa até hoje.

O Fórum Social Português (www.forumsocialportugues.net) apresenta-se como o movimento dos movimentos. De 7 a 10 de Junho de 2003 iremos todos e todas não só apontar as muitas injustiças existentes no nosso País e no nosso Mundo como discutir soluções concretas para os mesmos.

Pretendemos com o movimento dos movimentos,  corrigir um código do trabalho precário, porque se por natureza temos uma orientação sexual e identidade de género, somos também pessoas: temos família e projectos de vida, e sentimo-nos fragilizados com leis que cada vez mais menos nos protegem e colocam em situação precária um tecto ou a alimentação dos nossos.

Famílias que não são hoje diferentes das famílias de ontem na sua essência, apenas não sabem como tornar oficial as regalias que o estado prometeu mas não cumpriu, porque  mesmo ao fim de dois anos ainda não há regulamentação da lei das uniões de facto. Infelizmente tal acontece com "resmas" de outras leis que afectam a vida dos Portugueses em geral e ficam só pelo papel não podendo ser aplicadas na prática.

Esperamos que com a presença dos GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgenders) e do PortugalGay.PT em particular, conseguir transmitir aos restantes movimentos e à população em geral, a necessidade de haver uma educação sexual nas escolas abrangente e não a do buraco no lençol heterossexista em que o homem tem todos os direitos e poucas responsabilidades efectivas em relação à mulher. Esperamos que a educação tome consciência que mesmo numa pequena escola com 500 alunos, há uma elevada probabilidade de 50 deles serem GLBT e, no modelo actual, estes jovens se sentirão sempre isolados, sozinhos e esquecidos. Sem terem consciência que mesmo ali ao lado têm 49 pessoas que se sentem como eles.

Queremos fazer com que todos e todas saibam o que é para os GLBT o 28 de Junho. Queremos que saibam que não se trata apenas de mais uma festa onde homens e mulheres se põem aos saltos, mas sim a celebração do nosso dia da liberdade, pois foi a 28 de Junho de 1969 que nos Estados Unidos da América, e mais precisamente em Nova Iorque, os GLBT responderam à repressão, à homofobia, à perseguição e o abuso da autoridade...

Falamos dos Prides: não falamos da cobertura que os media optam por fazer mas sim da participação nestes eventos. Observamos nos Prides em todo o mundo as diferentes Associações e Grupos, desde os  Polícias GLBT, à Associação de Pais e Amigos dos GLBT passando por grupos religiosos (que não se limitam a benzer uniões de facto e assumem uma união entre duas pessoas do mesmo sexo em toda a sua dignidade), desfilarem durante horas com o apoio de milhares nas ruas. Vimos a importância que merecem juntando às celebrações o presidente da Câmara, que com os demais desfila, e não se faz representar por uma mensagem escrita ou pela mera cedência de espaços.

Este espírito fez com que o PortugalGay.PT tomasse a seu cargo a organização do "Porto Pride", um evento que desde 2001 brinda a Invicta com um donativo resultante deste acontecimento anual, permitindo ás instituições que o recebem dinamizar e enfrentar a missão a que se propõe com mais ânimo e conforto. Não o fazemos por que queremos mais uma festa ou aparecer nas televisões a todo o custo. Mesmo sem grande cobertura dos média o impacto local deste tipo de iniciativas (em Portugal por enquanto apenas nas cidades de Lisboa, Porto e Leiria) junto dos GLBT e da população em geral mostra-nos que estamos no caminho certo para uma sociedade mais justa e que compreende as diferenças. E isto é algo que também nos orgulhamos.

O PortugalGay.PT está com o F.S.P. para mostrar a diversidade do movimento GLBT: que somos brancos, pretos, ciganos ou amarelos; católicos, islâmicos ou protestantes,. que somos trolhas e empregados de escritório, casados, solteiros ou em união de facto; pessoas que saem à noite ou que preferem o conforto do lar; artistas ou pescadores; donas de casa ou dirigentes políticos, que de cara lavada ou de peruca e cara pintada (mas, por acaso, não somos uma claque de futebol) somos nós que convosco queremos um Portugal e um mundo mais justo e melhor.

Lamentável é que neste século XXI, ainda existam pessoas que dentro e fora do nosso movimento, ainda não tenha entendido que esta diversidade tem de ser assumida e não é compatível com sedes de mediatismo de uma ou outra associação ou atitudes de guerrilha política.

"Os armários foram feitos para guardar roupa"

Viva o Fórum Social Português,

João Paulo

Editor
PortugalGay.PT

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